A maturidade do S&OP nas indústrias do Sul: um retrato e um ponto de partida
Em junho de 2026, a YVY conduziu, com o grupo Conectyvydade, a primeira medição de maturidade em Operações e Supply Chain das indústrias do Sul. Participaram empresas de dez setores. O resultado é um retrato — e, mais do que isso, uma referência para decidir por onde evoluir.
A nota média ficou em 2,55, numa escala de 1 a 5. Fica entre os estágios Inicial e Intermediário. O número, sozinho, diz pouco. O que ele permite é o que importa: saber onde se está é o primeiro passo de qualquer evolução.
Como a maturidade foi medida
Cada empresa avaliou quatro processos numa régua de cinco níveis, do reativo ao orquestrado. A régua é a Grade de Maturidade YVY, ancorada na literatura da área.
Vale uma nota de método, no espírito de dizer o que o dado é e o que não é. Trata-se de uma autoavaliação: um retrato de percepção, lido como tendência do grupo, não como amostra estatística. Isso não enfraquece o resultado — ele mostra como os próprios times enxergam seu estágio, que é onde a mudança começa.
Um lembrete rápido de termos, para quem não convive com a sigla todo dia:
- S&OP (Sales & Operations Planning): o processo que reúne vendas, operações, finanças e suprimentos para decidir, juntos, um único plano de demanda, estoque e produção.
- IBP (Integrated Business Planning): uma evolução do S&OP, que conecta esse plano ao resultado financeiro do negócio.
Onde estão os processos
As notas por processo desenham um padrão claro:
As notas caem na direção da integração. Quanto mais o processo depende de decisão conjunta entre áreas, menor a maturidade. É um padrão comum na indústria: planejar dentro de cada área é mais simples do que costurar uma decisão única entre todas elas.
O que a medição mostra
A demanda é o processo mais desenvolvido. Teve a maior nota. Previsão e reunião de consenso já aparecem na maioria das respostas. O passo seguinte é medir a qualidade da previsão — saber o quanto ela acerta — para sustentar o avanço.
O estoque é bem acompanhado. Indicadores de estoque estão entre os mais usados. A evolução seguinte vem da política que define quanto manter, quando repor e com que cobertura. Uma política de estoque é simplesmente a regra que responde a essas três perguntas de forma consistente, em vez de caso a caso.
A integração é a próxima fronteira. O S&OP, que reúne todas as áreas, teve a menor nota. É a etapa que mais se desenvolve com papéis claros, cadência regular e decisões registradas. É também onde o planejamento se conecta ao resultado do negócio.
Pessoas e processos sustentam o avanço. Ao apontar prioridades, as empresas destacaram pessoas, cultura e cadência ao lado de dados e sistemas. A leitura é direta: a tecnologia rende mais quando o processo já está estabelecido.
A leitura da YVY
A maturidade em operações se constrói primeiro com pessoas e processos. A tecnologia entra depois, para sustentar e ampliar o que já funciona. Uma maturidade intermediária não é um diagnóstico de atraso — é um ponto de partida. O que define o avanço é a constância de fazer, medir, ajustar e continuar a fazer.

A pesquisa continua
Esta foi a primeira de uma série contínua. A coleta segue aberta até novembro de 2026, e empresas de fora do Sul também são bem-vindas a participar.
Em cerca de 15 minutos, sua empresa avalia os quatro processos e descobre o próprio estágio. Quem responde recebe uma devolutiva individual: a nota por processo, a posição frente ao grupo e o Playbook S&OP simplificado. As respostas são confidenciais.
[Botão: Descubra o estágio do S&OP da sua empresa] → https://forms.gle/DT1UyCQ4UFWV3nxy8